Uma mistura de “Clube da Luta” com ‘Vidas Secas”

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Viver é algo que dá arrepios… Não sei se de medo, ou de surpresa. São muitos sentimentos que se misturam e tecem a história de cada um. Ouvi dizer que quem costura os fios da Vida são as “Moiras”, três figuras femininas que têm como ofício coser o Destino de cada emaranhado de células que possua o Dom de respirar.

Respirar. Uma vez, vi no filme “Clube da Luta”, dirigido pelo fantástico David Fincher, uma cena interessante: Brad Pitt ameaça atirar em um homem. Enquanto isso, o personagem vivido por Edward Norton assiste a tudo e fica horrorizado com a atitude do parceiro. Tyler Durden (Pitt), então desiste de trucidar o rapaz. Jack (Norton) pergunta o motivo daquela situação. O possível assassino então responde (vi o filme há algum tempo, mas me recordo vagamente desta fala, que resume-se basicamente assim: “ Amanhã, ao perceber que está vivo, ele será um outro homem”.

"Clube da Luta", 1999

Viver é algo que possui um aroma de almíscar, além de ser relativo. Há tantas formas de existência espalhadas por aí.  A borboleta, por exemplo, precisa ficar presa por um certo período para poder, finalmente, voar pelos quatro ventos. Há alguns que passam primaveras para perceberem que já estão prontos para voar.

Graciliano Ramos também tentou mostrar o que é a “Vida”. Ou simplesmente o que é existir e viver, ser um “Ser’.

“Vidas Secas” conta sobre uma família de sertanejos que, desamparados pela seca cruel do Nordeste e pela pobreza em que se encontravam, lutavam para sobreviver. Fabiano era o nome do protagonista da obra, um bravo homem,  que carregava consigo sua esposa e seus dois filhos.

Era uma luta diária pela sobrevivência. Até mesmo o Papagaio de estimação eles tiveram que matar e comer, caso contrário, não teriam mais chance de respirar. A necessidade de viver era tanta, que o cão da família chamava-se “Baleia”, nome que refere-se a um ser marinho, que mora na água e que por si só deveria evocar água, elemento que é o combustível da Vida, em termos biológicos.

Isso é parecido com o que o “Chifre da áfrica” passa de tempos em tempos. Devido aos conflitos internos que estão ocorrendo por lá e ao clima seco, muitas famílias tiveram que abandonar seus lares em busca de um lugar onde pudessem ao menos sobreviver. Houve casos em que pais viram filhos perderem suas vidas. E não puderam fazer nada, apenas seguiram em frente.

Valorizar cada momento, viver o presente, são receitas que nossas mães receberam de suas mães e assim é desde o início dos tempos.

Tempo. Até mesmo a Física Quântica depara-se com dificuldades ao estudar tais questões…

A raiz do “Vila Sésamo”

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Em época de “Dia das Crianças”, sempre há aqueles que param para recordar dos seus tempos de infância, o que inclui relembrar antigos desenhos animados, brincadeiras de rua ou de escola… Enfim, tempos que não têm como voltar. Clássicos da televisão, como “TV Colosso”, “Sítio do Picapau Amarelo”, “Cavaleiros do Zodíaco”, o “anime” (história em quadrinhos adaptada para a televisão), entre tantos outros, podem até ser reprisados pelos canais, porém, dificilmente terão o mesmo impacto que causaram em suas respectivas fases originais.

No quesito de programas infantis, uma série que fez, ainda faz muito sucesso e que provavelmente sempre estará na casa de cada criança, independente da geração, são os bonecos dóceis do “Garibaldo”, os divertidos “Beto” e “Ênio”… Ou seja, aqueles que integravam o quadro “Vila Sésamo”, exibido na TV Cultura e na Rede Globo, em meados da década de 70.

Essa série iniciou-se nos Estados Unidos, em 1969, com o intuito de educar as crianças, sobretudo para afastá-las das famosas “gangs”, que dominavam, por assim dizer, muitos bairros de Nova York. Tempos depois, Jim Henson, que trabalhava no programa estadunidense, resolveu criar sua própria série. E em 1976 foi criado por ele o “Muppet Show”, originando os “Muppets”, com seus diversos personagens carismáticos.

Enquanto isso, na versão brasileira de “Vila Sésamo”, o programa também visava a educação, no caso, principalmente para as crianças carentes do país. Tinha como conteúdo projetos de alfabetização, também incentivava o raciocínio lógico e mostrava como deveriam ser alguns hábitos (alimentares, de higiene, entre outros).

Isso tudo mostra que, a televisão, desde sua invenção, por mais que apresente suas várias facetas, sejam elas boas ou ruins, de uma certa forma também participa no processo educacional de cada pessoa, seja para informar algo ou ensinar, como foi no caso do eterno “Vila Sésamo”.

Referências Bibliográficas:

Elmo Francfort Ankerkrone. A nossa Vila Sésamo. Atualizado em: 30/11/2001. Acesso em: 12/10/2011. Disponível em: <http://www.sampaonline.com.br/colunas/elmo/coluna2001nov30.htm>;

Acesso em: 12/10/2011. Disponível em: <http://www.infantv.com.br/vilasesamo.htm>;

Acesso em: 12/10/2011. Disponível em: <http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/muppets.htm>