Serviço de utilidade pública: cobranças indevidas por parte dos omissos bancos

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Nesta segunda, 30 de julho, me deparei com uma reportagem muito conveniente do UOL.  É o que chamamos de timing perfeito. Isto é, quando os fatos surgem e encaixam-se harmoniosamente nos seus devidos lugares. Diria que foi a Providência, como exaltava Edmond Dantés em “O Conde de Monte Cristo”.

A matéria alertava para um ardil dos bancos brasileiros: a omissão da conta isenta. Isso mesmo, cidadãos assalariados – ou simplesmente cidadãos, caso prefira – deste vasto território tupiniquim: caso você utilize pouco, apenas o que os funcionários de um banco determinam como “serviços básicos”, a célebre taxa de manutenção não precisa ser paga.

Dollars funnel.

Extraído de: SXC banco de imagens

O pacote gratuito é determinação do Banco Central desde 2008, que impõe tal critério a todos os bancos. O cliente que somente efetuar quatro saques mensais, duas transferências entre contas de um mesmo banco, retirar alguns extratos (um anual e dois do mês anterior) e usar dez folhas do velho cheque, tem o direito de não pagar nada para manter a conta no banco.

Coincidentemente, nos últimos dias enfrentei a tirania da falta de informação ou de atualização dos atendentes de um certo banco – nem tão criança assim (trocadilho barato). “Não há outra alternativa? Tenho que pagar esta taxa para manter a conta?”, eu dizia indolentemente. Ela, a atendente, me fitava com um certo ar déspota.

O que ela não imaginava era que, embora esta moçoila que vos fala agora fosse uma pequena cliente, ela tinha um grande ímpeto de sede de justiça, vingança, seja qual for o adjetivo. Isto posto, levei o assunto ao PROCON (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), após a negligência do banco em questão. Dito e feito: eu estava certa, havia sim um subterfúgio para não pagar os R$13,50 da taxa de manutenção.

Leitor, o valor de treze reais e cinquenta centavos, pode aparentemente ser ínfimo, mas, com alguns cálculos, chega-se a conclusão de que muitas coisas podem ser feitas com ele. Dá para adquirir uma boa revista, por exemplo (desde que não seja de fofocas); assistir a um filme (hoje em dia, até mesmo quem paga meia entrada precisa economizar); comprar um livro “underground” da editora L&PM Pocket, diga-se de passagem que suas obras possuem preços acessíveis (acabei de ler um a respeito da cultura beat, para os fãs de Jack Kerouac – autor do livro que inspirou o filme de Walter Salles “Na Estrada” -, uma dica) e uma infinidade de outras atividades – até mesmo para ir a uma exposição – por falar em mostras,  indico a recente “80 Anos do Movimento Constitucionalista de 1932, no Arquivo Público de São Paulo – precisamos de um pouco mais do que dez reais (some a ida e volta com o transporte público e quando o museu cobra o ingresso!). Mas, voltemos às tarifas.

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Extraído de: SXC banco de imagens

Fui firme e resoluta na minha decisão. Iria novamente até a agência exigir os meus direitos. Foi então que, repentinamente, vejo uma matéria sobre o que os bancos faziam – e fazem! – com centenas de outras pessoas e não somente com esta moça que vos escreve. Observei a influência desmedida do jornalismo – desta vez, positiva.

A reportagem apareceu também na emissora de televisão “SBT”. Ou seja, “agora senhores bancos, a máscara caiu”. Pensara eu cruelmente. Fui ao banco e cogitei que hesitariam até o último instante. Todavia, cederam ao meu desejo. Talvez devido a exposição desenfreada na mídia.

Tal atitude poderia ser um forte exemplo das barreiras antes instransponíveis, que o Jornalismo, com suas tenazes tão imponentes, agora pode ultrapassar.

Fonte:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/07/30/bancos-dificultam-contratacao-de-pacote-gratuito-de-tarifas-diz-idec.jhtm

Banco Central do Brasil (com a resolução):

http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/res/2010/pdf/res_3919_v1_o.pdf

Tim Burton volta com antigo filme

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“Besouro suco!”, “Besouro suco!”. Quem não se lembra dessas palavras mágicas e concomitantemente maquiavélicas? Elas pertencem a um dos clássicos do curioso diretor Tim Burton, um homem notável por suas obras famosas e, por assim dizer, surreais, como o “remake” de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e mais recentemente de “Alice no País das Maravilhas”. A novidade fica por conta da continuação de “Fantasmas se Divertem”, feito há mais de vinte anos atrás, em 1988.

Essa semana o diretor confirmou sua participação na equipe da segunda parte desta produção, que no primeiro filme contou com as estrelas Geena Davis, Michael Keaton e Winona Rider.

Vagamente inocente, quase parece um filme infantil, porém, como muitas criações de Burton, tudo é acompanhado de uma leve inquietação, característica peculiar dos seus filmes. Embora o espectador até considere engraçado ver o “monstro do Besouro Suco” – em que é encarnado pelo “ex-Batman” Keaton -, é assustador o modo como ele manipula Lydia (Winona). Isso, indiretamente, mexe com o subconsciente de quem vê.

O interessante é perceber que tal medo é permanente nas histórias feitas por Tim Burton. Em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, o tom ligeiramente psicodélico da primeira versão, feita em 1971, foi magistralmente realçado pelo diretor. Havia até um terror mais doce, por assim dizer, no canto dos “Umpa Lumpas”. O dono da fábrica, o “Sr. Willy Wonka”, desta vez vivido por Johnny Depp, é praticamente um ser de outro planeta, com a sua caracterização pitoresca. Em “Alice no País das Maravilhas”, seu ar fantasioso e sombrio soa como se você estivesse dentro de um sonho daqueles que tenta fugir de algo, mas não sabe do que exatamente. De fato, Burton tem um dom para o mundo do misterioso inconsciente.

Resta saber se “Beetlejuice”, ou melhor, “Besouro Suco”, nesta seqüência de “Os Fantasmas Se Divertem” amedrontará as criancinhas dessa nova geração com a sua horrenda maquiagem, assim como fez com aquelas que acompanharam os filmes épicos da eterna “Sessão da Tarde”…

Fonte:
Yoffe, Arthur. Tim Burton fala sobre continuação de os fantasmas se divertem. Atualizado em: 17/01/2012. Acesso em: 18/01/2012. Disponível em: http://cinemacomrapadura.com.br/noticias/246347/tim-burton-fala-sobre-a-continuacao-de-os-fantasmas-se-divertem/.

Hannibal está de volta

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“O Silêncio dos Inocentes” – (1991) – Há quem diga que, na cabeça da mariposa, na foto, há uma mensagem subliminar. Seriam mulheres nuas, representando as vítimas de Buffalo Bill, um dos assassinos da trama.

“Olá, Clarice…”. Aquele que ouve pela primeira vez esse cumprimento, sequer pode imaginar que tais palavras venham de um dos maiores e mais célebres assassinos em série da história do cinema: o enigmático e surpreendente Dr. Hannibal Lecter, interpretado pelo talentoso ator Anthony Hopkins. E para os amantes desse suspense, o ano de 2012 promete boas novas.

Todo fã (ou pelo menos uma boa parte deles) gostaria que seu filme ou livro predileto tivesse sempre “remakes” ou continuações, para não ter aquela temida sensação de abandono ao término da aventura (como a trilogia “O Senhor dos Anéis”, por exemplo).

Então, um estúdio francês chamado Gaumont, resolveu matar a saudade de muita gente e anunciou em Setembro deste ano, a criação de uma série baseada nos primeiros anos de Hannibal!

A rede de televisão NBC até comprou os direitos de exibir a história, que já possui um roteiro escrito por Bryan Fuller, o mesmo que criou a série “Pushing Daisies” e “Dead Like Me”. A emissora ainda deseja ver um episódio “piloto” antes de tudo, porém, Fuller já trabalha na criação dos primeiros capítulos da obra.

Clarice Starling e Hannibal Lecter “eclodiram”, por assim dizer, sua fama com o filme “Silêncio dos Inocentes”, dirigido por Jonathan Demme, em 1991. A trama baseou-se no livro homônimo de Thomas Harris, um jornalista que pesquisou sua personagem em arquivos policiais. O Dr. Lecter já havia aparecido no filme “Dragão Vermelho” (1986), no entanto, teve seu auge propriamente dito com a história estrelada por Anthony Hopkins, ao lado da brilhante Jodie Foster, que encarnou a detetive Starling.

  

Harris escreveu uma série de obras que logo depois de freqüentarem as prateleiras de livrarias, transferiram-se para as aconchegantes salas de cinema. Tudo começou com “Domingo Negro”, uma história sobre um grupo terrorista (sem o famoso canibal dessa vez) e logo depois viria “Dragão Vermelho”, que foi o início da saga do psiquiatra forense Hannibal Lecter.

Essa trama foi adaptada para as grandes telas pela primeira vez em 1986, com Willian Pettersen, (famoso pela série C.S.I), no elenco. Em 2002, uma nova versão foi feita, dessa vez com Hopkins no papel que lhe consagrou, atuando como Lecter e Edward Norton encenando Will Graham.

Will Graham (Edward Norton) e Dr. Lecter (Anthony Hopkins), cena de “Dragão Vermelho” (2002)

Em 2001, Ridley Scott comandou a continuação de “Silêncio dos Inocentes”, em “Hannibal”. Entretanto, esta produção não obteve o mesmo êxito que a anterior, porque muitos consideraram que era demasiadamente violenta, algo que para muitos, fazia perder a magia inicial.

“Silêncio dos Inocentes”, o filme, foi o longa da série que mais repercutiu e glorificou a lenda do Dr. Lecter. Foi uma das únicas produções dessa era “Hollywoodiana” que recebeu os cinco principais prêmios do Oscar: Melhor Roteiro Adaptado; Melhor Direção; Melhor Ator e Atriz e o mais cobiçado de todos, o de Melhor Filme.

Simplesmente, o livro e o filme são sensacionais. A atuação de Hopkins transmite algo que só um gênio poderia ser capaz de fazer. O filme não decepciona para quem leu o livro primeiramente, como acontece em muitos casos. Pelo contrário. É admirável a forma que conseguiram adaptar este suspense para o difícil mundo do cinema.

Os amantes de Will Graham, Clarice Starling e Hannibal Lecter, esperam ansiosamente para ver o resultado dessa tão aguardada série, que se inspirará em trechos do primeiro livro da saga, o “Dragão Vermelho”.

 

 

 

 Fontes:

Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/silencio-dos-inocentes/>;

Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/hannibal/id/8490>

Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://www.cineplayers.com/premiacao.php?tp=1&id=14>;

Arroyo, Caio. Serial Killer Hannibal Lecter vai ganhar série de TV. Atualizado Em: 13/09/2011. Acesso em: 13/12/2011. Disponível em: <http://pipocamoderna.com.br/serial-killer-hannibal-lecter-vai-ganhar-uma-serie-de-tv/>;

Hugo. Dragão Vermelho 1986 e 2002. Atualizado em 04/11/2008. Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://cinema-filmeseseriados.blogspot.com/2008/11/drago-vermelho-1986-e-2002.html>;

Quintans, Filipe. Thomas Harris, o fiel criador do “Canibal”. Atualizado em: 18/04/2007. Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=7592&tipo=23&tipo2=almanaque&cot=1>;

Meneses, Sérgio. O Silêncio dos Inocentes. Atualizado em 23/02/2011. Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://alemdoordinario.blogspot.com/2011/02/o-silencio-dos-inocentes-o-silencio-dos.html>

Torres, Leonardo. Série Hannibal, inspirada no serial killer de Silêncio dos Inocentes, já tem canal. Atualizado em: 09/11/2011. Acesso em: 13/12/2011. Disponível em: <http://pipocamoderna.com.br/serie-hannibal-inspirada-no-serial-killer-de-silencio-dos-inocentes-ja-tem-canal/>.

O Crescente Uso da Tecnologia e Redes Sociais

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Após a febre do longa “Rede Social”, produzido por David Fincher, um filme que retrata a criação do Facebook, os sites de relacionamentos ocuparam um lugar bem expressivo na mídia, mostrando que eles estão cada vez mais em voga no Brasil e no mundo. Há especialistas que até mesmo já consideram como uma patologia o fato de muitas pessoas não pararem de acessar tais conteúdos, ou a Internet mais propriamente dita, é o que eles estão denominando de “cérebro de pipoca” (pessoas que não conseguem viver sem isso, ou pensar em outra coisa).

Entre os usuários, uma parte notável é constituída de jovens, mas pode-se dizer que muitas crianças, já tem perfis cadastrados nesses sites. Facebook, Twitter, Orkut e uma grande variedade de outros meios, são escolhidos principalmente por melhorarem a comunicação entre as pessoas, tornando tudo mais fácil. Há até poucos anos atrás, as pessoas só se falavam por telefones, por e-mails, ou em casos muito escassos, por cartas. Esses recursos já não têm mais a velocidade, dinâmica e a variedade que possuem os “novos brinquedos” tecnológicos.

No Brasil, o Orkut ainda é líder com relação ao número de usuários, no entanto, segundo informações do site “Alexa” (especializado em rankings de sites), o Facebook é a terceira página da internet mais visitada no Brasil, superando o Orkut.  O site de relacionamentos criado por Mark Zuckerberg já atinge a marca de 750 milhões de usuários no mundo, tendo já 19 milhões de usuários brasileiros, cada vez mais conquistando aqueles que preferiam o Orkut como principal fonte de contatos.

Outra rede social que gradativamente está aderindo pessoas é o “Linkedin”, com mais de 65 milhões de pessoas registradas em todo o planeta. Ele é voltado para aqueles que querem adquirir contatos quando o assunto é negócios, emprego, entre outros. Muito utilizado para que as pessoas divulguem  o seu perfil profissional e assim melhorar as chances na hora de conseguir um trabalho, ou se o indivíduo já possui uma empresa, serve para que seus produtos sejam difundidos por meio dessa rede social.

Muitos filmes das décadas passadas, como por exemplo, o “De Volta Para o Futuro” dos anos 80, com Michael J. Fox, interpretando o “McFly”, revelam a curiosidade que as pessoas tinham sobre o futuro e suas conseqüentes revoluções tecnológicas. Algumas “previsões” foram acertadas, mas, algo que eles não imaginavam, é que a comunicação, ou melhor, interação, entre os diversos povos seria algo que se tornaria tão necessário e realmente tão corriqueiro no cotidiano de cada um, em que a maioria das classes sociais têm um fácil acesso. Tudo isso a ponto de fazer com que alguns prefiram utilizar mensagens de texto do celular (os famosos “SMS”), do que falar no telefone (algo que seria específico para o seu uso). Esses equipamentos têm cada vez mais dispositivos que possibilitam o acesso à Internet, facilitando o acesso às redes sociais, em que algumas pessoas passam horas do seu dia atualizando suas páginas.

Isso é um fator que deve ser muito bem analisado por cada um, pois todas as recentes ferramentas são muito úteis, porém, se utilizadas de uma forma irrefreável e exacerbada, podem ocasionar vícios, algo que a humanidade sabe que gera muitos problemas, sejam eles sociais e psicológicos, sejam doenças como depressão ou ansiedade.

Fontes:

Facebook já é líder de acessos no Brasil, diz site. Atualizado em: 18/07/2011. Acesso em: 07/08/2011. Disponível em:  <http://www.ipnews.com.br/telefoniaip/index.php?option=com_content&view=article&id=21697:facebook-ja-e-lider-de-acessos-no-brasil-diz-site&catid=89:internet&Itemid=578>.

Será que seu perfil no linkedin está lhe prejudicando? Acesso em: 07/08/2011. Disponível em: <http://www.blog.slidea.com.br/?p=43>.

Gilberto Dimenstein. Cérebro de Pipoca. Atualizado em 04/07/2011. Acesso em: 07/08/2011. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/938527-cerebro-de-pipoca.shtml>;

O Caos na Inglaterra

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            Nos noticiários de todo o planeta, nesses últimos dias, foi como se a população estivesse se deparando com algum tipo de aventura e ficção da MARVEL, ou até mesmo por alguma das séries televisivas criadas pelo J.J Abrams, um dos autores de “LOST’. Estariam todos enfrentando algum tipo de vilão oculto e maquiavélico que estaria corrompendo os moradores dos subúrbios da Inglaterra? Mas, se for esse o caso, por que diabos o “Batman” não apareceu para salvar a população desse perigo iminente?

No começo de agosto, o mundo recebeu notícias de assaltos constantes em bairros considerados pobres no Reino Unido, como por exemplo, Birmingham, Tottenham, entre outros. É como se fosse um surto, pelo que consta praticado por jovens em sua maioria, com faixas etárias diversas, desde uma criança “ingênua” de 11 anos, até um designer formado. No momento atual, mais de 1600 indivíduos foram detidos pela polícia, que teve seu contingente ampliado para 16 mil (eram cerca de 5000 antes).

Não se sabe ao certo o porquê desse “contágio” de crimes, por assim dizer, mas alguns acreditam que essas pessoas podem estar sendo incitadas pela queda de empregos nos últimos tempos. Muitos se perguntam sobre como os ataques teriam se proliferado tão rapidamente. A Internet pode ter contribuído com esse fator, com a facilidade que o Twitter e outros sites possuem, seria simples convencer outra pessoa de espalhar essa corrente de roubos que vêm atormentando  o país inglês.

Não faz muito tempo, mas, em meados da década de 80, nos Estados Unidos, também aconteceu algo semelhante em um dos seus bairros. Brooklin, uma área que antigamente era considerada o bairro onde havia uma maior quantidade de pessoas com insuficiência financeira, sofreu ataques de agressões e vandalismo, praticados por garotos que saíam da escola e adotavam como profissão o mundo tentador do crime. Na época, os índices de violência eram altíssimos na cidade Nova York, fazendo com que o mundo todo se espantasse. Os vagões de trens eram pichados, o consumo de drogas era irrefreável e assim por diante. Fazendo uma analogia com as histórias em quadrinhos, ela seria praticamente uma “Gothan City” da realidade! No entanto, medidas foram adotadas pelos políticos da região e os crimes e a ilegalidade diminuíram bastante. Essa história é melhor contada no livro “O Ponto de Desequilíbrio”, de Malcolm Gladwell (Editora Rocco).

O que os mantenedores da lei poderiam fazer, seria “cortar o mal pela raiz”, ou seja, caçar o “Duende Verde”, causador do rebuliço. Estudos feitos apontam que o desemprego seria o grande autor dessa crise no país, além de alguns projetos sociais terem sido cortados, mas isso não é justificativa para que um grupo “implante”, por assim dizer, a ideologia do furto. Há vários outros meios de protestar. No Brasil, por exemplo, houve o movimento das “Diretas Já”, que lutou pelo voto direto com passeatas; existiu também o líder indiano Gandhi, que organizava protestos sem nenhum tipo de agressão e conseguiu libertar o seu país da exploração que sofria pela política externa.

Talvez a única forma de sanar todos os problemas seria existir uma mansão oculta do professor Xavier, do desenho “X-Men”, com seus mutantes do bem, para que eles, assim como o mal espalhou-se repentinamente em grande quantidade, que eles também poderiam se multiplicar com seus super poderes, de uma forma que pudesse ajudar os fracos e oprimidos.