Lembranças na véspera dos 19

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    Folha em branco. É um documento à espera de rabiscos, letras, sílabas, palavras, frases e amiúde sentimentos. Ao ver um papel na minha frente, sentia compulsão em escrever, ou na minha infância, desenhar.

Sempre fui assim. Com 1,50m aproximadamente de altura, jeito eterno de menina e olhos vivos, como uma professora chegou a me dizer recentemente… Meio sonhadora, meio complexa (Meio? Inteiramente!)…Louca…Porém, prefiro ser insana, do que me acostumar a ser como a maioria daqueles que habitam este Planeta denominado Terra. A diferença está na diferença.

Lembro que no quintal da minha casa (isso há muito tempo atrás), existia um matagal extenso, que cobria boa parte do terreno. Na minha imaginação fértil e inocente de criança, corria por ele,como se estivesse a me aventurar por uma floresta perigosa, como se vê nos filmes clássicos… Nessa época Bianca ainda era viva, minha cachorra que praticamente me viu nascer. Quando pequena, gostava de me esconder na casa dela. Deixava meus pais apavorados, mas somente por alguns instantes… Depois, lá estava eu… Meus pais acostumaram desde esses dias com estes “sustos” que eu dava neles.
Adorava brincar com a minha prima (e isso dura até os dias atuais… Agora não mais jogos infantis…). Quando íamos visitá-la, era como se estivesse em outro lugar, não sei dizer qual… Só sei que a considero como uma irmã, que sempre estará ali do meu lado, disposta a ouvir (nem que os desabafos ocorram pela madrugada…). Rimos das nossas palhaçadas, das nossas vidas…
Lembro da primeira vez que comecei a andar de bicicleta. Meu pai me segurando, pacientemente na parte de trás. “Pai, por favor, não solta!”. Mas, quando percebi, ele já havia me libertado e lá estava eu, nos primeiros passos… Tentando o equilíbrio, o tão almejado equilíbrio…
“Comer, Rezar, Amar”, o filme, fala sobre Equilíbrio. Buscamos tão desesperadamente a Harmonia em nossas vidas que nos esquecemos que na verdade, ela não existe. Harmonia, ao meu ver, é Perfeição. Não há algo que seja perfeito. Perfeição é Simetria. Simetria, no mundo natural, é uma utopia. No livro “O Código Da Vinci”, há uma explicação interessante sobre o PHI, um quociente que está presente em tudo o que existe em nossas voltas. Este número , talvez, seja o único “equilíbrio”, ou seja lá o que for, que pode ser constatado no mundo real.

Ao longo da estrada, já conheci uma miríade de gente. Algumas que passaram tão rápido, mas que retiraram sua faca da algibeira e me marcaram de tal forma que, o corte deixado jamais sairá. Seja ela uma cicatriz para ser mostrada como uma prova de coragem, seja ela como uma lição, daquilo que na época não foi bem executado. Outras surgiram inesperadamente, porém, de tão especiais que são, estão trilhando  o mesmo rumo que o meu. Colei o meu coração no coração delas. E vice-versa.
Estou prestes a completar 19 anos de idade. Adulta? Adolescente? Criança? Questão mais difícil essa… Como posso me sentir? Tão nova, mas concomitantemente tão experiente em certas coisas… Sempre fui mais antiga do que as outras meninas da minha geração. Enquanto algumas curtiam poesias bem açucaradas na adolescência, eu adorava ler romances policiais, com seus assassinatos indecifráveis… Queria ser detetive, mas, não possuo coragem o suficiente para ingressar no mundo policial. Vai ver foi por isso que escolhi ser jornalista, que é uma espécie de investigador frustrado.
Não tive festa de 15 anos, daquelas típicas. Mas ganhei presentes que levarei pra toda a Vida. Fiz amizades inesquecíveis nessa época. E mantive outras, igualmente incríveis. Tecendo caminhos, a estrada continua e mais pessoas encontro…
As páginas do livro continuam a ser preenchidas… Ao som de “Anybody Seen My Baby”, uma música dos Rolling Stones que me faz “viajar” no tempo…

Tim Burton volta com antigo filme

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“Besouro suco!”, “Besouro suco!”. Quem não se lembra dessas palavras mágicas e concomitantemente maquiavélicas? Elas pertencem a um dos clássicos do curioso diretor Tim Burton, um homem notável por suas obras famosas e, por assim dizer, surreais, como o “remake” de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e mais recentemente de “Alice no País das Maravilhas”. A novidade fica por conta da continuação de “Fantasmas se Divertem”, feito há mais de vinte anos atrás, em 1988.

Essa semana o diretor confirmou sua participação na equipe da segunda parte desta produção, que no primeiro filme contou com as estrelas Geena Davis, Michael Keaton e Winona Rider.

Vagamente inocente, quase parece um filme infantil, porém, como muitas criações de Burton, tudo é acompanhado de uma leve inquietação, característica peculiar dos seus filmes. Embora o espectador até considere engraçado ver o “monstro do Besouro Suco” – em que é encarnado pelo “ex-Batman” Keaton -, é assustador o modo como ele manipula Lydia (Winona). Isso, indiretamente, mexe com o subconsciente de quem vê.

O interessante é perceber que tal medo é permanente nas histórias feitas por Tim Burton. Em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, o tom ligeiramente psicodélico da primeira versão, feita em 1971, foi magistralmente realçado pelo diretor. Havia até um terror mais doce, por assim dizer, no canto dos “Umpa Lumpas”. O dono da fábrica, o “Sr. Willy Wonka”, desta vez vivido por Johnny Depp, é praticamente um ser de outro planeta, com a sua caracterização pitoresca. Em “Alice no País das Maravilhas”, seu ar fantasioso e sombrio soa como se você estivesse dentro de um sonho daqueles que tenta fugir de algo, mas não sabe do que exatamente. De fato, Burton tem um dom para o mundo do misterioso inconsciente.

Resta saber se “Beetlejuice”, ou melhor, “Besouro Suco”, nesta seqüência de “Os Fantasmas Se Divertem” amedrontará as criancinhas dessa nova geração com a sua horrenda maquiagem, assim como fez com aquelas que acompanharam os filmes épicos da eterna “Sessão da Tarde”…

Fonte:
Yoffe, Arthur. Tim Burton fala sobre continuação de os fantasmas se divertem. Atualizado em: 17/01/2012. Acesso em: 18/01/2012. Disponível em: http://cinemacomrapadura.com.br/noticias/246347/tim-burton-fala-sobre-a-continuacao-de-os-fantasmas-se-divertem/.

Premonição: bruxaria, ciência… Como explicar?

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Estão todos dentro do avião. Aparentemente, o ambiente está tranqüilo, com os passageiros obedientemente sentados em suas respectivas poltronas. Inesperadamente, inicia-se uma turbulência no recinto e chamas alastram-se por toda a parte. Uma catástrofe eliminaria a energia vital de cada um dos que estavam ali. No entanto, ainda não havia acontecido. Dewon (Alex Browning), um adolescente, acorda de repente daquilo que parecia ser um intenso pesadelo. Logo depois, percebe que o seu sonho ruim tornara-se realidade.

Cena de "Premonição"

Esta sinopse corresponde ao filme “Premonição”, o primeiro da série, lançado em meados do ano 2000. É uma trama de suspense com terror envolvendo jovens que fogem de algum “monstro invisível”. Entretanto, o assunto principal que compõe a história já não é mais ficção e assombra a comunidade científica: é a Premonição, que geralmente ocorre por meio de sonhos, o canal para o inconsciente. Como seria possível explicar racionalmente o fato de antever o futuro?

                 Uma rápida pincelada sobre o ato de sonhar

Há anos cientistas estudam o comportamento humano durante o sono, inclusive as manifestações do subconsciente, ou melhor, os sonhos. Até os dias de hoje, sonhar é algo que muitos encaram como um verdadeiro mistério. Por que o Ser Humano sonha? Como isso ocorre? Para estas e outras perguntas, foram desenvolvidas algumas teorias, muitas foram refutadas ao longo das décadas e outras foram mais aperfeiçoadas, tornando-se aceitas por pesquisadores. Uma delas foi estudada pelo psicanalista mais popular do século XX, Sigmund Freud. Ele acreditava que qualquer sonho representava os desejos sexuais reprimidos de uma pessoa. Mesmo que aparecesse por formas simbólicas, ou seja, um simples lápis, por exemplo, na verdade significaria algo a mais e não somente um material escolar.

Sigmund Freud (1856-1939)

Para muitos outros especialistas, o sonho seria o resultado das experiências obtidas durante o dia, ou se fosse algo recorrente, como um pesadelo, poderia ser devido a algum trauma que o indivíduo sofreu ao longo da vida. Sonhar, na visão de alguns, é então um reflexo das nossas memórias, como se todas as noites rodasse um filme sobre a história de cada um, em que o subconsciente selecionaria os fatos mais importantes e os exibisse nas cenas.

Mas, o que dizer em relação a certos sonhos que após um tempo, tornaram-se fatos reais?

Essas “visões” não se enquadram em nenhuma das hipóteses levantadas por pesquisadores. Para muitos, ignorar é o remédio para evitar confusões em suas rotinas. Para outros, prever o futuro é algo que se refere à astrólogos, tarólogos ou simplesmente é bruxaria. Porém, depois de muitas evidências concretas, alguns cientistas já consideram que este “sexto sentido” pode ocorrer com qualquer um, de fato. É algo concreto e pode-se dizer comprovado.

Um dos mais renomados psicólogos dos Estados Unidos, Daryl J. Bem, causou surpresa em muitos cientistas com sua pesquisa publicada no jornal da Associação Americana de Psicologia. Para ele, ter estas percepções extrassensoriais é algo que faz parte do processo da evolução humana. Até mesmo na Universidade de São Paulo (USP), foram realizadas pesquisas em que 71,5% dos participantes relataram ter tido visões pelos seus sonhos. Algo realmente curioso.

Um dos casos mais famosos de premonição aconteceu com o ex-presidente dos Estados Unidos, o Abraham Lincoln, que sonhou com a sua morte e até mesmo com seu enterro e, relatou à sua esposa e ao seu guarda-costas, poucas horas antes da visão concretizar-se.

Admitir que premonições existem é o mesmo que dizer que o Destino existe, ou algo muito parecido com isso. É ao mesmo tempo assustador e fantástico. Não seria somente algo corriqueiro na vida de cada um. Não se pode dizer que é normal sonhar, por exemplo, com o nascimento de uma criança em sua família e, logo depois, o fato se consome.

Será possível que o Universo se comunica com os seus habitantes? Será que há uma ligação com cada ser vivo deste planeta? As vidas teriam mesmo caminhos escritos nas estrelas, como já diziam muitas canções? Isso envolve mais do que algo pertencente a um processo evolutivo ou descartável a ponto de ser ignorado…

Às vezes, é bom seguir o velho conselho das mães ou o que se passa em muitos filmes da Disney: sempre acreditar nos sonhos…

Fontes:

Obriger, Lee Ann. Como funcionam os sonhos. Acesso em: 29/12/2011. Disponível em: <http://ciencia.hsw.uol.com.br/sonhos.htm>;

Rubin, Débora. A premonição sob a luz da ciência. Atualizado em 30/12/2011. Acesso em: 29/12/2011. Disponível em: <http://www.istoe.com.br/reportagens/127023_A+PREMONICAO+SOB+A+LUZ+DA+CIENCIA>;

Hannibal está de volta

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“O Silêncio dos Inocentes” – (1991) – Há quem diga que, na cabeça da mariposa, na foto, há uma mensagem subliminar. Seriam mulheres nuas, representando as vítimas de Buffalo Bill, um dos assassinos da trama.

“Olá, Clarice…”. Aquele que ouve pela primeira vez esse cumprimento, sequer pode imaginar que tais palavras venham de um dos maiores e mais célebres assassinos em série da história do cinema: o enigmático e surpreendente Dr. Hannibal Lecter, interpretado pelo talentoso ator Anthony Hopkins. E para os amantes desse suspense, o ano de 2012 promete boas novas.

Todo fã (ou pelo menos uma boa parte deles) gostaria que seu filme ou livro predileto tivesse sempre “remakes” ou continuações, para não ter aquela temida sensação de abandono ao término da aventura (como a trilogia “O Senhor dos Anéis”, por exemplo).

Então, um estúdio francês chamado Gaumont, resolveu matar a saudade de muita gente e anunciou em Setembro deste ano, a criação de uma série baseada nos primeiros anos de Hannibal!

A rede de televisão NBC até comprou os direitos de exibir a história, que já possui um roteiro escrito por Bryan Fuller, o mesmo que criou a série “Pushing Daisies” e “Dead Like Me”. A emissora ainda deseja ver um episódio “piloto” antes de tudo, porém, Fuller já trabalha na criação dos primeiros capítulos da obra.

Clarice Starling e Hannibal Lecter “eclodiram”, por assim dizer, sua fama com o filme “Silêncio dos Inocentes”, dirigido por Jonathan Demme, em 1991. A trama baseou-se no livro homônimo de Thomas Harris, um jornalista que pesquisou sua personagem em arquivos policiais. O Dr. Lecter já havia aparecido no filme “Dragão Vermelho” (1986), no entanto, teve seu auge propriamente dito com a história estrelada por Anthony Hopkins, ao lado da brilhante Jodie Foster, que encarnou a detetive Starling.

  

Harris escreveu uma série de obras que logo depois de freqüentarem as prateleiras de livrarias, transferiram-se para as aconchegantes salas de cinema. Tudo começou com “Domingo Negro”, uma história sobre um grupo terrorista (sem o famoso canibal dessa vez) e logo depois viria “Dragão Vermelho”, que foi o início da saga do psiquiatra forense Hannibal Lecter.

Essa trama foi adaptada para as grandes telas pela primeira vez em 1986, com Willian Pettersen, (famoso pela série C.S.I), no elenco. Em 2002, uma nova versão foi feita, dessa vez com Hopkins no papel que lhe consagrou, atuando como Lecter e Edward Norton encenando Will Graham.

Will Graham (Edward Norton) e Dr. Lecter (Anthony Hopkins), cena de “Dragão Vermelho” (2002)

Em 2001, Ridley Scott comandou a continuação de “Silêncio dos Inocentes”, em “Hannibal”. Entretanto, esta produção não obteve o mesmo êxito que a anterior, porque muitos consideraram que era demasiadamente violenta, algo que para muitos, fazia perder a magia inicial.

“Silêncio dos Inocentes”, o filme, foi o longa da série que mais repercutiu e glorificou a lenda do Dr. Lecter. Foi uma das únicas produções dessa era “Hollywoodiana” que recebeu os cinco principais prêmios do Oscar: Melhor Roteiro Adaptado; Melhor Direção; Melhor Ator e Atriz e o mais cobiçado de todos, o de Melhor Filme.

Simplesmente, o livro e o filme são sensacionais. A atuação de Hopkins transmite algo que só um gênio poderia ser capaz de fazer. O filme não decepciona para quem leu o livro primeiramente, como acontece em muitos casos. Pelo contrário. É admirável a forma que conseguiram adaptar este suspense para o difícil mundo do cinema.

Os amantes de Will Graham, Clarice Starling e Hannibal Lecter, esperam ansiosamente para ver o resultado dessa tão aguardada série, que se inspirará em trechos do primeiro livro da saga, o “Dragão Vermelho”.

 

 

 

 Fontes:

Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/silencio-dos-inocentes/>;

Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/hannibal/id/8490>

Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://www.cineplayers.com/premiacao.php?tp=1&id=14>;

Arroyo, Caio. Serial Killer Hannibal Lecter vai ganhar série de TV. Atualizado Em: 13/09/2011. Acesso em: 13/12/2011. Disponível em: <http://pipocamoderna.com.br/serial-killer-hannibal-lecter-vai-ganhar-uma-serie-de-tv/>;

Hugo. Dragão Vermelho 1986 e 2002. Atualizado em 04/11/2008. Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://cinema-filmeseseriados.blogspot.com/2008/11/drago-vermelho-1986-e-2002.html>;

Quintans, Filipe. Thomas Harris, o fiel criador do “Canibal”. Atualizado em: 18/04/2007. Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=7592&tipo=23&tipo2=almanaque&cot=1>;

Meneses, Sérgio. O Silêncio dos Inocentes. Atualizado em 23/02/2011. Acesso em: 14/12/2011. Disponível em: <http://alemdoordinario.blogspot.com/2011/02/o-silencio-dos-inocentes-o-silencio-dos.html>

Torres, Leonardo. Série Hannibal, inspirada no serial killer de Silêncio dos Inocentes, já tem canal. Atualizado em: 09/11/2011. Acesso em: 13/12/2011. Disponível em: <http://pipocamoderna.com.br/serie-hannibal-inspirada-no-serial-killer-de-silencio-dos-inocentes-ja-tem-canal/>.

Uma mistura de “Clube da Luta” com ‘Vidas Secas”

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Viver é algo que dá arrepios… Não sei se de medo, ou de surpresa. São muitos sentimentos que se misturam e tecem a história de cada um. Ouvi dizer que quem costura os fios da Vida são as “Moiras”, três figuras femininas que têm como ofício coser o Destino de cada emaranhado de células que possua o Dom de respirar.

Respirar. Uma vez, vi no filme “Clube da Luta”, dirigido pelo fantástico David Fincher, uma cena interessante: Brad Pitt ameaça atirar em um homem. Enquanto isso, o personagem vivido por Edward Norton assiste a tudo e fica horrorizado com a atitude do parceiro. Tyler Durden (Pitt), então desiste de trucidar o rapaz. Jack (Norton) pergunta o motivo daquela situação. O possível assassino então responde (vi o filme há algum tempo, mas me recordo vagamente desta fala, que resume-se basicamente assim: “ Amanhã, ao perceber que está vivo, ele será um outro homem”.

"Clube da Luta", 1999

Viver é algo que possui um aroma de almíscar, além de ser relativo. Há tantas formas de existência espalhadas por aí.  A borboleta, por exemplo, precisa ficar presa por um certo período para poder, finalmente, voar pelos quatro ventos. Há alguns que passam primaveras para perceberem que já estão prontos para voar.

Graciliano Ramos também tentou mostrar o que é a “Vida”. Ou simplesmente o que é existir e viver, ser um “Ser’.

“Vidas Secas” conta sobre uma família de sertanejos que, desamparados pela seca cruel do Nordeste e pela pobreza em que se encontravam, lutavam para sobreviver. Fabiano era o nome do protagonista da obra, um bravo homem,  que carregava consigo sua esposa e seus dois filhos.

Era uma luta diária pela sobrevivência. Até mesmo o Papagaio de estimação eles tiveram que matar e comer, caso contrário, não teriam mais chance de respirar. A necessidade de viver era tanta, que o cão da família chamava-se “Baleia”, nome que refere-se a um ser marinho, que mora na água e que por si só deveria evocar água, elemento que é o combustível da Vida, em termos biológicos.

Isso é parecido com o que o “Chifre da áfrica” passa de tempos em tempos. Devido aos conflitos internos que estão ocorrendo por lá e ao clima seco, muitas famílias tiveram que abandonar seus lares em busca de um lugar onde pudessem ao menos sobreviver. Houve casos em que pais viram filhos perderem suas vidas. E não puderam fazer nada, apenas seguiram em frente.

Valorizar cada momento, viver o presente, são receitas que nossas mães receberam de suas mães e assim é desde o início dos tempos.

Tempo. Até mesmo a Física Quântica depara-se com dificuldades ao estudar tais questões…

A raiz do “Vila Sésamo”

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Em época de “Dia das Crianças”, sempre há aqueles que param para recordar dos seus tempos de infância, o que inclui relembrar antigos desenhos animados, brincadeiras de rua ou de escola… Enfim, tempos que não têm como voltar. Clássicos da televisão, como “TV Colosso”, “Sítio do Picapau Amarelo”, “Cavaleiros do Zodíaco”, o “anime” (história em quadrinhos adaptada para a televisão), entre tantos outros, podem até ser reprisados pelos canais, porém, dificilmente terão o mesmo impacto que causaram em suas respectivas fases originais.

No quesito de programas infantis, uma série que fez, ainda faz muito sucesso e que provavelmente sempre estará na casa de cada criança, independente da geração, são os bonecos dóceis do “Garibaldo”, os divertidos “Beto” e “Ênio”… Ou seja, aqueles que integravam o quadro “Vila Sésamo”, exibido na TV Cultura e na Rede Globo, em meados da década de 70.

Essa série iniciou-se nos Estados Unidos, em 1969, com o intuito de educar as crianças, sobretudo para afastá-las das famosas “gangs”, que dominavam, por assim dizer, muitos bairros de Nova York. Tempos depois, Jim Henson, que trabalhava no programa estadunidense, resolveu criar sua própria série. E em 1976 foi criado por ele o “Muppet Show”, originando os “Muppets”, com seus diversos personagens carismáticos.

Enquanto isso, na versão brasileira de “Vila Sésamo”, o programa também visava a educação, no caso, principalmente para as crianças carentes do país. Tinha como conteúdo projetos de alfabetização, também incentivava o raciocínio lógico e mostrava como deveriam ser alguns hábitos (alimentares, de higiene, entre outros).

Isso tudo mostra que, a televisão, desde sua invenção, por mais que apresente suas várias facetas, sejam elas boas ou ruins, de uma certa forma também participa no processo educacional de cada pessoa, seja para informar algo ou ensinar, como foi no caso do eterno “Vila Sésamo”.

Referências Bibliográficas:

Elmo Francfort Ankerkrone. A nossa Vila Sésamo. Atualizado em: 30/11/2001. Acesso em: 12/10/2011. Disponível em: <http://www.sampaonline.com.br/colunas/elmo/coluna2001nov30.htm>;

Acesso em: 12/10/2011. Disponível em: <http://www.infantv.com.br/vilasesamo.htm>;

Acesso em: 12/10/2011. Disponível em: <http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/muppets.htm>

Poeira das Estrelas

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As estrelas são perfeitas. Mesmo algumas já tendo “morrido” há anos atrás, devido a questão de estarem anos-luz de distância, podemos ainda admirá-las. Além disso, há também os seus raios luminosos. Pelas leis da Astronomia, não é o Sol que as ilumina, mas são elas mesmas que produzem seu brilho, através das fusões nucleares.

Ao olhar para esses objetos tão longínquos lá no alto, perdidos no meio do espaço, me sinto, por alguns instantes, completa. Não sei se é essa a palavra que melhor explica o meu sentimento, porém, é a que consegui encaixar.

Ainda mais se o vizinho dos fundos estiver ouvindo “Californication”, do Red Hot Chili Peppers. É uma receita para que qualquer um (ou pelo menos eu), sinta-se profundamente envolvido na escuridão e imensidão que é o Universo.

A Lua sorrindo enigmaticamente para todos, como se estivesse ironizando aqueles nem sequer desviam os olhos para fitá-la, perdendo então o esplendor de seu mistério.

Se me sinto perdida na vida, na realidade, me encontro quando olho para a aconchegante noite. Lembro-me da primeira vez que vi um Eclipse. Sentei ao lado do meu cachorro, e fiquei admirando enquanto ocorria o fenômeno. Só faltou a pipoca para parecer um daqueles filmes em que as pessoas assistem dentro de seus carros, ao ar livre. É, acho que sou meio maluca às vezes.

Talvez aquela teoria esteja certa, a de que nós teríamos em nossa composição um pouco das estrelas, seríamos “poeira das estrelas”… Seria realmente idílico se fosse verdade. E então não precisaria observar o céu para me sentir completa…

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